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Inovar em uma grande empresa requer uma “startup” interna ou externa?

Inovar numa organização é um desafio devido a metas de curto prazo, variações de orçamento, pouca autonomia e desinteresse pessoal das equipes.

Inovar dentro das empresas não é tarefa fácil. Diferentemente do universo das startups onde há poucos recursos, porém bem definidos, a falta de autonomia, um forte envolvimento pessoal dos integrantes e o ambiente corporativo leva muito mais tempo para promover uma inovação incremental, quanto mais uma radical. 

Segundo Eric Ries, autor de “A Startup Enxuta”, é preciso que se estruture um ambiente para a inovação radical. Tal “ilha da liberdade”, como o autor às vezes se refere, permitiria criar startups dentro das próprias organizações, atendendo aos seguintes requisitos estruturais: recursos escassos, porém seguros; autoridade independente e interesse pessoal. Outra visão do autor, é descrita no livro recente de Eric Ries, The Startup Way, onde explora como grandes organizações podem usar técnicas de startups para inovar e acelerar o crescimento. Como resultados da aplicação desse modelo de operação articulado do “Startup Way” nas grandes empresas, Ries destaca o crescimento sustentável, o reforço moral dos times, a inovação e transformação contínuas.  

Vivemos em uma época de transformações sociais e culturais, e o impacto delas nos negócios é enorme. Estamos mudando a maneira com que lideramos nossas empresas, desenvolvemos e distribuímos nossas soluções e, principalmente, a forma com que continuamos inovando. 

Neste artigo vamos falar de 6 atributos que são pré-requisitos para a inovação, mas não uma garantia. Entenda:

1.Recursos limitados, porém estáveis

Nas organizações existe uma disputa política entre as áreas por uma fatia da receita dos recursos da empresa. Porém, em caso de crise em determinada área da organização, o orçamento das outras pode ser remanejado. E tal mudança repentina no orçamento de uma equipe de inovação pode comprometer os projetos em andamento, atrasando o ciclo de aprendizagem e até mesmo perdendo o timing de mercado.

No caso das startups, o orçamento é inúmeras vezes mais limitado que nas grandes empresas, por outro lado, é mais estável. Uma vez que se dá início a um projeto, a equipe tem que operar dentro de seu limite financeiro e no prazo estabelecido. Isto é, elas contam com mais segurança a respeito das interferências em seus recursos, podem manobrar rapidamente dentro do orçamento enxuto, e o erro caso ocorra é barato e servirá como aprendizado. O mesmo deveria ser para as áreas de inovação nas empresas, segundo Ries.

         2. Pensamento Enxuto e agilidade

Sabemos que em organizações, a agilidade e rapidez para tomadas de decisões é sempre uma grande dificuldade. Há sempre aquele processo burocrático, onde por exemplo, para um documento ser aprovado, é necessário passar por várias pessoas, não é um processo ágil, demanda um certo tempo, podendo até mesmo acarretar em baixa eficiência e  desmotivação do pessoal da empresa. Já em Startups é diferente. 
Velocidade no curto prazo e paciência no longo prazo. Esta costuma ser a mentalidade das principais startups. Com uma estrutura enxuta, ela consegue ser mais ágil para seus avanços diários, sendo estes sempre em direção aos seus grandes propósitos de longo prazo. Com isso acabam desenvolvendo uma habilidade de sempre buscar a solução mais otimizada e simples para determinada situação.

Um bom exemplo de iniciativa adotada por algumas corporações é o uso de squads que têm sido usados para aumentar engajamento de colaboradores em determinados projetos com maior agilidade e resolver problemas crônicos, e que ajudam nas inovações incrementais.

3. Autoridade Independente

Para que uma equipe inovadora de fato opere como uma startup, é preciso que ela tenha autonomia suficiente para trabalhar com seus experimentos, sem a necessidade de obter várias aprovações para tal. Para um trabalho ainda mais independente, as equipes precisam ser multifuncionais com integrantes — disponíveis em tempo integral — de todos os departamentos atuantes no projeto, a fim de que eventuais solicitações sejam representadas por eles com uma prioridade maior, mantendo o ritmo do ciclo de construir-medir-aprender.
Assim, podemos dizer que trabalhar em Startup é muito diferente de atuar em organizações. Primeiro pelo fato de que no modelo de gestão de uma Startup, não há hierarquia delimitada e distinta, mas sim um ambiente onde todos têm voz, uma autonomia constante para tomada de decisões. Já em organizações tradicionais, a autonomia é muito difícil de ser conquistada, é um modelo acostumado com a ordem, suporte e delimitação de certas funções, aqui você não tem o poder da voz, pois existe a hierarquia, onde muitas vezes suas ideias nao tem importancia alguma.

4. Interesse pessoal

É preciso que haja uma política em que as equipes tenham o devido crédito e reconhecimento sobre um projeto inovador. Só assim se criará o interesse pessoal na inovação. Algumas empresas criam programas para promover a inovação com premiações, porém incentivos financeiros não necessariamente trazem o engajamento pessoal das equipes.

Além da questão do reconhecimento, é importante a clareza a respeito dos critérios que precisam ser atendidos e os limites que devem ser guardados na elaboração de projetos inovadores, porque senão, as equipes acabam guiando suas propostas de projetos sem resolver um problema específico e relevante.

5. Tomada de Risco

Se você não pode fracassar, você não pode aprender, para se inovar é necessário o risco, só assim que vemos o que precisa ser mudado na estratégia ou na proposta de solução. Arriscar e errar é totalmente aceitável, e inclusive deveria ser valorizado, afinal quanto mais rápido descobrimos, mais energia economizamos.

6. Metas de curto x longo prazo

Observa-se que em inúmeras corporações ainda é muito difícil que o Conselho de Administração e ajustem as metas de curto prazo para o corpo diretivo dentro do novo cenário de competição no mercado ficando avesso ao risco de disrupção. Muitas organizações já começam a enfrentar competições de novos modelos de negócios, do mercado financeiro ao de alimentação, do automotivo ao de seguros, do telecom ao de tecnologia, já estão sofrendo com novos players startups que atuam com estratégia completamente inversa das tradicionais, em função da mudança de comportamento da sociedade e das novas gerações. Fica um convite aos Conselhos a começarem a pensar diferente e aprovar ações rápidas caso queiram que tais organizações continuem no mercado por mais 10 ou 20 anos ao menos.

Em uma pesquisa realizada pelo HBSAAB sobre Corporate Venture em 2017 com 100 corporações, identificou-se que dentre as empresas mais inovadoras 90% disseram haver pleno engajamento do Conselho e das principais Lideranças em iniciativas com Startups.

Se forem consideradas somente essas metas de curto prazo, tanto as altas lideranças como as médias gerências continuarão fazendo com que as empresas continuem se movendo na mesma direção, e as ações de inovação no máximo trarão uma conscientização sobre esta nova realidade. 

Portanto é, sim, possível criar startups nas organizações desde que elas sejam estruturadas corretamente, atendendo a esses seis atributos, citados anteriormente, tornando-se requisitos para que as equipes sejam bem-sucedidas na busca pela inovação, mas sempre em inovação incremental.

Por outro lado, caso haja a ameaça de disrupção, recomendamos estudar o tema abordado pelo professor de Harvard, Clay Christensen, sobre Inovação Disruptiva e a Startup fora (longe) da organização tradicional.

Bom uma boa forma de começar a se movimentar diferente é fazendo uso de novas tecnologias que transformam internamente alguns processos e mexam com a cultura, criando novas dinâmicas nos processos e nos fluxos de informações. Selecionamos aqui 2 exemplos a considerarem. E lembrem que será a soma de vários esforços que poderão abrir a visão para enfrentar esse novo mundo.

Dois exemplos de Startups inovadoras com soluções para aumentar a eficiência:

Pipefy

O que antes era algo complexo, caro e doloroso (implantar e integrar eficientes processos dentro de uma empresa) , agora se torna em uma atividade que pode ser feita por qualquer gestor sem conhecimento técnico ou de gestão. O pipefy é uma plataforma onde ajudam as empresas a serem mais organizadas e produtivas, mantendo de um jeito intuitivo a gestão de processos e tarefas recorrentes que antes eram executadas em planilhas, formulários e solicitações por e-mail. Dentro da plataforma, o gestor informa quais atividades a equipe precisa gerenciar e adiciona uma check-list do que precisa ser feito em cada etapa, e quem deve ser o responsável sempre que a atividade for solicitada. Assim, toda vez que alguém criar uma nova tarefa, automaticamente, a ferramenta delega para o responsável certo e informa o que precisa ser executado em cada fase. 

Hubblefy

Dispersão de informação, o uso de tecnologias ultrapassadas, o conflito na integração entre colaboradores, o descontrole no uso do whatsapp, não saber separar o social do negócio e a dificuldade em manter um canal exclusivo de comunicação interno e com terceiras partes são fatores que comprometem o andamento de uma organização. Imagine encontrar os times sempre engajados, com os Conhecimentos necessários disponíveis na palma de suas mãos. Podendo a qualquer hora interagir direto no assunto daquela informação, juntar conteúdos de diferentes ferramentas em um único lugar para compartilhar, desde normas, políticas e procedimentos, orientações, dicas, discussoes, gestão de tarefas (trello), workflows (pipefy), docs (drives), coletas de dados (forms), pesquisas (surveymonkey) dentre inúmeros outros, como um guarda-chuva de tudo que os times já usam. Imagine que nesse contexto, os Emails se aposentaram e as Intranets, se ainda estiverem com alguma função como legado, poderão ganhar vida. Contudo podemos afirmar que a plataforma e app Hubblefy resolve ruídos de comunicação de sua empresa, aumentando eficiência com informações não estruturadas, zerando emails e eliminando retrabalhos. 

Reflexão final

E agora voltando a chamada do título deste artigo, as experiências mais recentes de inúmeras corporações, estão atestando que está cada vez mais difícil mover o elefante pesado da corporação com a velocidade de uma startup. E agora, será que nessa corrida contra o tempo quem estará vivo para contar a história daqui a 10 anos? Será que seria melhor já partir pra criar a Startup externa, pra não ficar contaminada pela antiga… .

Hubblefy combinado com WhatsApp, Drive e outros apps dinamiza os fluxos de informações.

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